quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Amiga


Deixa-me ser a tua amiga, Amor,

A tua amiga só, já que não queres

Que pelo teu amor seja a melhor,

A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha mágoa e dor

O que me importa a mim?! O que quiseres

É sempre um sonho bom! Seja o que for,

Bendito sejas tu por mo dizeres!

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho ...

Como se os dois nascêssemos irmãos,

Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho ...

Beija-mas bem! ... Que fantasia louca

Guardar assim, fechados, nestas mãos

Os beijos que sonhei prà minha boca! ...
 
               Florbela Espanca. Livro de mágoas.Imagem: Google.com

sábado, 16 de julho de 2011

O correr da vida embrulha tudo.

A vida é assim: esquenta e esfria,

aperta e daí afrouxa,

sossega e depois desinquieta.


O que ela quer da gente é coragem



João Guimarães Rosa
 imagem: Google.com

quarta-feira, 25 de maio de 2011

TERNURA

Eu te peço perdão por te amar de repente


Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos

Das horas que passei à sombra dos teus gestos

Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos

Das noites que vivi acalentado

Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo

Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.

E posso te dizer que o grande afeto que te deixo

Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas

Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...

É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias

E só te pede que te repouses quieta, muito quieta

E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.

                                           Vinícius de Moraes  imagem:google.com

segunda-feira, 23 de maio de 2011

UMA REVOLTA

Quando o amor é grande demais torna-se inútil: já não é mais aplicável, e nem a pessoa amada tem a capacidade de receber tanto. Fico perplexa como uma criança ao notar que mesmo no amor tem-se que ter bom-senso e medida. Ah, a vida dos sentimentos é extremamente burguesa.

                                            LISPECTOR, Clarice, 1920-1977. Crônicas para jovens: de amor e amizade.Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores,2010. Imagem:Google.com.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Hoy mi alma se envenena

Hoy mi alma se envenena por locuras,

Por distancias que El destino no me deja explicar.


Mi alma se envenena de tu imagen,


de tu andar y tu silueta al caminar.




Me despojo de mi orgullo,


De mi falsa sonrrisa,


De mi procaz barullo,


De mi soledad.






Por que quiero que mi alma se envenene ,


De tus lábios timidos y saborear


La fragancia de tu aroma que recuerdo todavia


Cuando imagino tu caminar.




Hoy mi alma se envenena ,


De frases eternas,


De anhelos , suspiros, de amor de mas...


Porque emerge de mi tristeza




El veneno que me deja

Amarte sin Consuelo,


llorar por El anhelo de quererte um poco mas....

                                                Ruben Acuña Mendonza    imagem:Google.com

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

Simplesmete não sei...

Esse é o tempo, tem sido o tempo mais longo e árduo, tem sido seco, quase insuportável.



As palavras não servem, elas foram escritas amargamente, uma lágrima escorreu pela face ao contemplar o que será de agora em diante. Não será. Não há mais nada.


Tudo o que foi não é, e o significado dos bons momentos são fracos, lembrados fortemente e sem importância.


O amor acaba?Ou será que acaba com a gente?Acaba de tal forma que o mundo se cala, não há som algum agora, e algo dói por dentro, dói tanto. Não há remédio para a solidão.


Vejo a grande armadilha do destino, vejo-te indo ao encontro do teu novo querer, pois parece novo pra mim, novo, pois fingia não saber. Há uma ponta de inveja do seu desprezo tão natural, queria um pouco dele. Queria um pouco de você. Um pouco do seu ar.


Os pés perderam o chão. Foi uma espera inútil. Eu esperava por ti.


Hoje, espero livrar-me da dor que a esperança deixou, pois não há volta. Fecho meus olhos, não quero enxergar o que imagino, pois a cada vez que fecho os olhos lembro que não lembras.


Ah!O amor!Tanto que fugi, me pegou da pior forma! O amor que me jogou aqui, na solidão vendo sua sombra passar com outra pessoa, te odiando e desejando que seja feliz, pois conheço seu bom coração, feliz de quem desfrutar dele!


Perdi minhas forças. E minhas esperanças para você, digo você e eu, já acabaram.


O que faço com o que tenho?O que faço com o que você mesmo me deu?O que fazer com esse sentimento agora?
Não sei. Simplesmente não sei...


imagem:Google.com